quinta-feira, 24 de julho de 2014

Quebrando modelos, criando possibilidades


Em nosso cotidiano existem muitos senhores Palomar, que só pensam na perfeição. E ficam presos aos “modelos” perdendo oportunidades de ter novas experiências, viver novas possibilidades. Que bom que o senhor Palomar se permitiu transformar e criar novos modelos.
No AEE ( Atendimento Educacional Especializado), constantemente nos deparamos com situações adversas, e que a partir dessas situações buscamos possibilidades, entendendo que nas dificuldades sempre há potenciais que podem ser trabalhados, mesmo com todas as adversidades. Almejando os “sins” da vida.

Para isso precisamos diariamente nos alimentar com estudos, analises com a finalidade da nossa mente ser desembaraçada para compreender o praticável.  

Márcia Castro

sábado, 3 de maio de 2014

SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

No Atendimento Educacional  Especializado conhecemos  vários casos  que precisamos estudar para entender suas especifidades  e poder elaborar um plano  de atendimento condizente com cada  necessidade. Vamos diferenciar Surdocegueira de Deficiência Múltipla, especificando  suas peculiaridades e estratégias que são utilizadas para aquisição da comunicação.
1-As pessoas com Deficiência Múltipla,
Segundo Ikonomidis (2010) apresentam “comprometimento acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio sensorial(visão ou audição) as causas podem ser  pré-natais, peri-natais, pós-natais.
De acordo com Nunes(2002)  as necessidades  da pessoa com Múltipla Deficiência podem ser de ordem físicas e médicas, emocionais e educativas.
 Ikonomidis (2010) esclarece que a “comunicação é de extrema importância nas aquisições de boa qualidade de vida  e as principais vias de acesso à comunicação são a visão e a audição. A perda de uma ou ambas limita a aprendizagem incidental”. Nunes(2002)  acrescenta que a limitação no acesso à aprendizagem incidental faz com que a pessoa receba informações de maneira fragmentada ou distorcida.  Ikonomidis (2010) defende que a abordagem educacional deve ser estratégias planejadas de forma sistemática, num modelo de colaboração na qual a comunicação seja prioridade central. Atividade de maneira multisensorial, ambiente reativo. O contexto de aprendizagem deve ser construtivo, ecológico e responsivo. Explica ainda que existem três estágios de comunicação: pré-simbólico e pré-intencional, pré-simbólico e intencional, simbólico, símbolos e gestos.
2- A pessoa com surdocegueira.
Surdocegueira é uma deficiência única. (visão/audição)pode ser congênita ou adquirida. A Surdocegueira é subdividida em quatro categorias (cego que se tornam surdos, surdos que se tornam cegos, indivíduos que se tornara surdocegos, individuos que nasceram ou adquiriram).
Na aprendizagem das pessoas com surdocegueira, umas das técnicas usadas é mão sobre mão e mão sob mão.
·         Aprendizagem incidental ocorre com menor frequência;
·         O desenvolvimento da linguagem pode ser lento, dependendo do sistema de comunicação;
·         O ambiente deve ser planejado e organizado, o que facilita nas antecipações;
·         O professor ou interlocutor tem a função de antecipar o que vai acontecer;
·         Habilidade reduzida para antecipar eventos futuros;
·         A redução de estímulos do mundo externo pode resultar  em hábitos substitutivos ou inapropriados;
3- Necessidades Específicas: Surdocegueira e Deficiência Múltipla
·         Favorecer o desenvolvimento do esquema corporal;
·         Precisam aprender a usar as duas mãos;
·         Devem ser estimulados a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico.
São vários os recursos utilizados para aprendizagem de alunos com surdo cegueira  e deficiência múltipla dentre elas podemos citar objetos de referência, objetos de referência  das atividades, caixas de antecipação, calendários. Estes  podem ajudar no trabalho  de vários aspectos: comunicação, tempo, apoio emocional.



quarta-feira, 26 de março de 2014

Educação Escolar da Pessoa Surda e o
 Atendimento Educacional Especializado

O debate da educação Escolar das Pessoas Surdas acontece durante anos nos países europeus e no Brasil a cada ano,a cada década vem evoluindo. Leis e Decretos asseguram o direito a educação dessas pessoas. Estudiosos debatem o tema apresentando propostas pautadas na inclusão que de fato garantam seus direitos.
No texto a proposta Bilíngue de Educação do Surdo , a autora Lorena Kozlowski, apresenta as linhas de educação da Pessoa Surda ( Oralismo/ gestualismo, a linguagem sinalizada, a proposta Bilíngue). Ela resgata a história do Oralismo fazendo um passeio pelos países da França, Espanha e Estados Unidos. Expondo as tentativas de cada país no desenvolvimento da linguagem e aprendizagem da PS. Kozlowski(1998) relata sobre uma experiência bilíngue em Curitiba, que é baseada no método de Madame Suzane (França anos 60). Esse modelo apresenta uma estrutura definida com acompanhamento multidisciplinar, familiar e a criança deve estar matriculada na escola regular. A escola e o centro tem contatos sistemáticos que permite intercambio de informações, facilitando o processo de desenvolvimento do aprendente.
Damázio 2005, em seu texto Educação escolar inclusiva das pessoas com surdez- questões polêmicas e avanços contemporâneos, resgata a situação escolar do final do século XX, relatando as polêmicas da inclusão e os que acreditam no discurso multicultural, mas defendem relações de poder entre ouvintes e não ouvintes. Para combater esse embate Damazio (2005.p109) propõe “uma inclusão escolar, com mudança pragmática, onde uma nova concepção de homem, de mundo, de conhecimento de sociedade, de educação e de escola pautada na heterogeneidade” . sendo assim a autora considera a escola comum como a melhor escola para a PS. Contra argumenta com Sá (1997) que acredita em uma escola exclusiva para surdos. E concorda com Rocha (1997) que é contrário a educação que segrega, por esta não garantir o exercício da cidadania para todos. Complementa sua defesa com os argumentos de Mantoan(2003) que alerta para a necessidade de esquecer as antigas sub-divisões entre escolas regulares e especiais. Como também “eliminar barreiras curriculares que fragmentam os conteúdos”. Com isso Damazio(2005) propõe o caminho para essas polêmicas que é:
 “provocar um impacto politico social e educacional, rompendo com os modos lineares do pensar e do agir humano e reconstruir as escolas, de modo  que ostentem valores e atitudes diferentes, frente as suas práticas educacionais”.
Damazio justifica o surgimento do AEE, que visa “complementar a escolaridade e proporcionar ambientes educacionais e estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade cognitiva desses alunos.”(2005. p113). Explica que a Língua de Sinais não é garantia de uma aprendizagem significativa. E que o problema do atraso cognitivo da PS está relacionado a “impossibilidade de usar a sua capacidade representativa do que uma limitação linguística”.
O AEE para PS deve ser desenvolvido em três momentos pedagógicos:
O AEE em libras na escola  comum trabalhará as idéias especificas dos conteúdos trabalhados em sala comum. Esse serviço deve ser realizado todos os dias, no contra turno preferencialmente por um professor surdo. Esse momento requer uso de materiais pedagógicos: painéis, gravuras, murais... O professor que realiza esse serviço precisa ter formação pedagógica e ter pleno domínio da Língua de Sinais para comunicação e interlocução. O planejamento deve ser realizado com o professor da sala comum e profissional do AEE em Libras, pois esse atendimento fornece a base conceitual da Língua e dos conteúdos curriculares por trabalhar as ideias essenciais do conteúdos. Oportuniza ao aluno criticar perguntar, opinar, analisar, fazer analogias, associações entre o que conhece e o novo conhecimento em estudo
O AEE de Libras  deve favorecer o conhecimento e a aquisição de termos científicos. Será acompanhado por um professor e/ou instrutor de Libras, preferencialmente surdo. O planejamento deve ser realizado a partir do estágio que o aluno se encontra, após ser realizado um diagnóstico. O atendimento ocorre no contra turno. O professor de Libras investiga, pesquisa em livros e dicionários especializados, internet... Analisam os termos científicos (Biologia, História, Geografia e outros). Avaliam a criação dos termos em Libras considerando a estrutura linguísticadomínio semântico e/ou empréstimos lexicais.
O AEE em Língua Portuguesa acontece na SRM no contra turno. O professor, preferencialmente, formado em letras. Tem por objetivo desenvolvera competência gramatical ou linguística, textual para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas. A organização didática deve seguir alguns princípios: Materiais diversificados e recursos imagéticos, amplo acervo textual para possibilitar a pluralidade de discurso, bem como a interpretação de enunciados. A ampliação de vocabulário, elaboração tópicos frasais.
     Entendemos que o AEE na Educação Escolar da PS oportuniza aquisição e construções do conhecimento, mas para que isso aconteça a escola precisa romper com a visão linear de homem e assim mudar suas práticas pedagógicas. Dessa forma todos aprendem e desenvolvem suas habilidades cognitivas.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

GIBI COM AUDIODESCRIÇÃO

Olá a todos,

Pesquisando encontrei esse recurso com audiodescrição.


Dia 28 de setembro foi lançado diretamente em DVD o novo filme de animação da Turma da Mônica "Cine Gibi 5", uma produção da Maurício de Sousa Produções em parceria com a Labocine Digital.
capa do DVD Cine Gibi 5
"Cine Gibi 5: Luzes, Drama e Ação!" é o resultado de um projeto iniciado em 2004 com o lançamento de "Cine Gibi - O Filme" nos cinemas brasileiros. Desde então a franquia de longas-metragens da Turma da Mônica recebeu várias continuações em DVD: "Cine Gibi 2 - O Filme" (2005), "Cine Gibi 3 - Planos Infalíveis" (2008) e "Cine Gibi 4 - Meninos e Meninas" (2009).
Os filmes Cine Gibi ficaram conhecidos também por causa de participações especiais de cantores e atores famosos, além das referências a outros filmes como Matrix, Indiana Jones, Titanic, E.T. O Extraterrestre.
Em "Cine Gibi 5" Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e vários outros personagens criados por Maurício de Sousa aparecem em seis aventuras inéditas. A história do filme começa quando Mônica acaba cochilando embaixo de uma árvore mágica e quando acorda, todos da turma estão adultos. Será que no futuro ela continuará baixinha e dentuça?

Uma outra novidade em Cine Gibi 5 é o recurso da audiodescrição para deficientes visuais. O roteiro e locução da audiodescrição foram produzidos por Letícia Schwartz.


São iniciativas como essas que garantem o direito a inclusão. A audiodescrição propicia o direito de acesso a eventos culturais como teatro, cinema as pessoas cegas e não cegas também. Poder interagir com outras pessoas e participar de eventos sociais é enriquecedor, possibilitando formação e construção de novos conceitos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jogos Pedagógicos - Deficiência Intelectual

Gavetinhas da Memoria

Estimula:
Pensamento,  memoria espacial, atenção e observação.
Descrição:
20 caixas de fósforo colocadas em cinco pilhas de quarto caixas e revestidas  com papel contacto, fita durex colorida ou papel colorido. Dentro  das gavetinhas é possível colocar pequenas peças de acordo com a forma como se vai brincar.
Exploração:
-Colocar uma pequena peça em uma das gavetas do armário, rodá-lo em seguida algumas vezes e pedir que o aluno diga onde está a peça.
- Fazer a mesma coisa, mas escondendo duas peças, depois três e assim por diante.
-Colocar dezoito pares de pequenos  objetos nas gavetinhas e jogar como o jogo da memória, em que cada participante tem que encontrar duas peças iguais. 

sábado, 25 de maio de 2013

desafios EAD



Enfrentar desafios é uma característica dos professores, é uma profissão que sempre precisamos estudar. Lendo os dois textos sugeridos na atividade da terceira semana do curso. Fiquei surpresa com a dinâmica de um curso a distancia, com os vários setores envolvidos, como também do preparo do professor que monitora várias pessoas ao mesmo tempo. É um dinamismo que na sala de aula não seria possível. Porém professor é professor, precisa ter compromisso com o que faz, senão o objetivo proposto não é alcançado. Tanto no ensino regular, como no ensino a distância. Ainda com relação as leituras entendi que um bom curso é aquele que apresenta preocupações referentes as pessoas, estruturas e metodologias que motivem e estimulem aprendizagem. E para que tal propósito ocorra seu funcionamento é parecido com uma “ teia de aranha” onde todos os pontos são interligados de forma que haja uma comunicação de objetivos e metas para que todos possam aprender de forma significativa. E tal organização requer disciplina, planejamento de todos participantes para que haja uma interação que respeite e valorize as diferenças e limites de cada integrante.
Acreditar é o lema. Quando acreditamos em algo ou alguém muitas dificuldades são superadas ou fáceis de superar, pois estamos motivados a realizar, alcançar objetivos. Buscamos formas meios, metodologias diferenciadas, rotinas , enfim elaboramos estratégias no rumo desejado, testamos e tentamos quantas vezes for para chegarmos na reta final

Marcia Castro
25/05/2013

pesquisa sobre AEE




Pesquisando sobre AEE encontrei um site interessante que apresenta informações sobre Tecnologias Assisitivas  - www.assistiva.com.br/tassistiva.html , este site está organizado em links que trazem explicações claras e objetivas. Cada link faz sugestões de livros (pdf) que podemos baixar e formar nossa biblioteca particular com os temas Tecnologia Assistiva, Comunicação Assistiva, Atendimento Educacional Especializado, Educação Inclusiva.
Vale a pena conferir!
Márcia Castro
24/05/2013